Bolinho sem glúten e vegan

Bolinho de abobrinha, sem glúten, leite e ovos. Receita fácil e que as crianças adoram fazer e comer.

Panqueca

Massa versátil e fácil.

Cuscuz paulista

Uma receita original, sem glúten, sem leite e sem ovo.

Hambúrguer com legumes

Receita ideal para crianças que tem dificuldade de comer legumes.

Pão sem glúten e vegan

Pão sem glúten, leite e ovos. Receita super fácil!

Entender para fazer

Série de publicações que dão dicas de como receber bem alguém com restrições alimentares. Simples e fácil.

Você não tem cara de celíaco.

Mas será que celíaco tem cara?

19 de dez de 2014

Jogo de cintura


Se você é celíaco, ou tem alguma restrição alimentar, então você precisa ter ou desenvolver jogo de cintura. Disso vai depender a sua vida social.

Mas o que é jogo de cintura?
Jogo de cintura é uma expressão muito usada no Brasil. Ter jogo de cintura "é uma qualidade de um indivíduo, é aquela pessoa que sabe como lidar com outras que talvez ela não goste tanto, ou que sabe lidar com os problemas mais difíceis sem se abalar, enfrentar qualquer situação sem demonstrar fraqueza e nem desistir do seu objetivo".

Na realidade, ser maleável e criativo para enfrentar dificuldades são qualidades que todos nós deveríamos desenvolver, mas quando temos uma condição que nos restringe de alguma maneira, isso passa a ser essencial.
Quando entendemos os nossos limites, e entendemos o porquê de cada coisa ser feita daquela forma, passamos a ter o domínio da situação.
Assim fica muito mais fácil imaginar soluções para resolver problemas e situações inesperadas que podem surgir no dia-a-dia.
Também é preciso entender que seja qual for o resultado, foi o melhor que poderíamos ter feito com as ferramentas que estavam disponíveis naquele momento, e que para sermos felizes não precisamos TER o mesmo que os outros, apenas precisamos nos sentir bem sendo nós mesmo.

E essa semana eu me senti assim!
Fomos viajar, e durante a viagem surgiu um convite para um "parabéns", coisa simples só um bolinho...
Meu filhos ficaram animados, mas eu não tinha levado forma de cupcake, nem de bolo, não levei confeitos. E aí?
A praia que estávamos é afastada, então comprar todas essas coisas não era uma opção.
Além disso, ficamos sabendo do aniversário apenas algumas horas antes!
Tive a ideia de fazer bolo de caneca em xícaras.
Forrei as xícaras com papel alumínio, untei e enfarinhei com farinha de arroz, porque eu precisava que os bolinhos saíssem inteiros.
Fiz a receita, coloquei nas xícaras e coloquei no forno a gás para assar.
A receita que eu usei foi a de bolo de aniversário.
Enquanto isso pensei, e a cobertura? E a decoração?
A cobertura foi fácil, peguei o leite vegetal e fiz o brigadeiro sem leite condensado (para ver a receita clique aqui).
Na falta dos confeitos, usei chocolate em pó para decorar.
Eu achei que os bolinhos ficaram lindos. 
E meus filhos me disseram que estavam deliciosos também ;)
Fomos no parabéns, eles brincaram um montão e voltaram para casa super felizes, e eu também.
Por isso, não se deixe abater quando encontrar dificuldades, porque buscar a solução, ou um caminho alternativo, vai te trazer uma sensação de bem estar enorme.
Ah! E se um dia surgir um aniversário relâmpago, se lembre deste post.




1 de out de 2014

Bolo de cenoura sem glúten e sem leite


Esse bolo de cenoura é ótimo!
Muita gente diz que é muito melhor que bolo de cenoura comum. Eu não sei, porque não lembro mais...
Mas o que posso dizer, é que ele é super fácil de fazer, e delicioso.
Vai pouco açúcar, e por isso dá para sentir bem o gostinho da cenoura.
Uma alternativa ao brigadeiro tradicional é a receita de cobertura que estou compartilhando junto com a receita, ela é sem açúcar. Aproveite!!

Ingredientes
3 ovos
1/2 de xíc. de óleo de girassol
300g de cenoura em pedaços (não rale a cenoura)
1 xíc. de açúcar
1 e 1/2 de xíc. de farinha de arroz
1/4 de xíc. de fécula de batata
1/4 de xíc. de polvilho
Uma pitada de sal
1 col. sopa de fermento químico

Modo de fazer 
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Bata no liquidificador os ovos, as cenouras, o óleo, o açúcar e o sal. Numa tigela, misture as farinhas. Despeje a mistura do liquidificador para a tigela e misture bem.
Acrescente o fermento e misture.
Leve para assar em forma untada e polvilhada com farinha de arroz por aproximadamente 45 min. Faça o teste do palito para verificar se o bolo está assado.

Cobertura de chocolate

Ingredientes
1 xíc. de leite vegetal
4 col. sopa de cacau em pó
1 col. sopa de amido de milho 
1 pitada de sal

Modo de fazer
Misture todos os ingredientes e leve ao fogo baixo até engrossar.
Espalhe sobre o bolo de cenoura.


Cupcakes que fiz na Páscoa

19 de set de 2014

Estamos na edição de setembro da revista da Nestlé


Nesta edição de setembro/2014 da revista Nestlé com você, participamos da matéria "De olho no glúten".
Aqui você pode ler a matéria completa. Para acessar a revista, entre no site da Nestlé.


12 de set de 2014

Equívocos



"Não penses mal dos que procedem mal; pensa somente que estão equivocados." - Sócrates






Um dia desses passei por uma situação muito constrangedora, fui discriminada.
É muito triste, você vai se sentindo bem pequeno, e apesar de se sentir pequeno você ainda se sente um incomodo para o outro.
Senti uma tristeza muito grande, pela pessoa e por ainda existir tanta gente assim.
No meu caso, não briguei, nem confrontei, e na verdade foi surpreendente a forma calma e serena que encarei a situação.
Talvez se fosse com os meus filhos a reação teria sido diferente, não sei...
Enquanto as coisas iam acontecendo, eu sabia que aquilo só estava acontecendo graças ao preconceito e a falta de conhecimento. E eu também percebia que a pessoa não tinha coragem de me dizer o real motivo, e então milhões de desculpas surgiram...mas como justificar rotular, categorizar e excluir alguém?
Tudo que não conhecemos pode ser assustador e estranho, e a tendência é tentar ignorar a existência daquilo. Afinal, nos incomoda e nos assusta. Mas a única forma de acabar com o medo é entender, aprender, conhecer. 
Assim sendo, a melhor forma de acabar com ideias preconcebidas e sem fundamentos, é reconhecermos  nossa ignorância, e buscar informações corretas e simples, de fontes seguras e confiáveis.
Por outro lado, quem é discriminado, seja lá por qual motivo, não deve se esconder, nem se isolar.
Siga a vida sendo quem você é. Não a necessidade de sentir vergonha ou fingir ser de outro modo. Mesmo porque a natureza é implacável, e a nossa essência, cedo ou tarde, transborda. Aliás, já escrevi  sobre isso naquele post do Kafka, vale a pena (re)ler.
Só podemos ser felizes e completos sendo verdadeiros, assumindo o nosso ser, mesmo que para os outros isso seja inconveniente.
Todos temos limitações, todos somos diferentes, mas é essa diversidade que nos faz tão interessantes.
É a diferença entre nós, juntamente com a empatia e a compaixão, que nos fazem aprender mais a cada dia sobre nós mesmos.

18 de ago de 2014

Hambúrguer vegan de quinoa, sem glúten e soja


E quem disse que não dá para fazer uma refeição saborosa e nutritiva vegan e sem glúten?
Hoje eu fiz um almoço simples e delicioso, arroz branco, feijão preto, salada, batata "frita", hambúrguer de quinoa e salada verde.
Tudo vegan e sem glúten e o hambúrguer e a batata "frita" foram assados!
A receita do hambúrguer é super simples, pode fazer sem medo.

Ingredientes

1 xíc. de quinoa em grãos
sal a gosto
2 col. de sopa de farinha de mandioca
azeite para untar a assadeira

Modo de fazer

Cozinhar a quinoa
Antes de cozinhar a quinoa esquente aproximadamente 2 xíc. de água, desligue o fogo, coloque os grãos e deixe por 2 minutos.
Depois escorra a quinoa e descarte a água.
Por que fazer isso?
A quinoa contém saponina, uma resina toxica que lhe confere um sabor mais amargo.
Preparo da quinoa
Para 1 xíc. de grãos, coloque 2 xíc. de água fervente. 
Assim que começar a ferver, tampe a panela e deixe cozinhar por 15 minutos,  em fogo médio-baixo.
Após esse tempo, desligue o fogo e deixe a panela tampada por mais 5 minutos.
A quinoa está pronta.
Acrescente o sal e os temperos que desejar.
Coloque a farinha de mandioca e misture delicadamente.
Unte uma assadeira com azeite.
Faça bolinhas e depois achate-as, se desejar passe rapidamente o hambúrguer novamente na farinha de mandioca.
Coloque no forno médio até dourar.
O hambúrguer fica com uma casquinha dourada e crocante, porém macio por dentro.

Todos vão adorar!
E o almoço ficou assim...


7 de ago de 2014

Doença celíaca, sensibilidade ao glúten e SII, existe alguma relação?


O texto a seguir foi publicado no site Allergic living, estou publicando a tradução porque acredito que as informações são interessantes para celíacos, sensíveis a glúten e para portadores da síndrome do intestino irritável (SII).








Antes de iniciar a leitura, você sabe o que são FODMAPs?
"Existe uma categoria de carboidratos de cadeia curta que são mal absorvidos no intestino delgado chamados FODMAPs (fermentáveis, oligo, di, mono-sacarídeos e polióis) que variam de frutose e lactose a álcoois de açúcar (ou polióis) e derivados do feijão, galacto-oligossacarídeos (GOS). Em pessoas suscetíveis, e particularmente em grandes doses, esses carboidratos podem desencadear sintomas como gases, flatulência e diarreia." (Tamara Duker Freuman MS, RD, CDN)
Agora sim, boa leitura!

A  ligação entre doença celíaca, sensibilidade ao glúten e FODMAPs

por Alice Bast


"Eu não sei", é a frase mais temida de qualquer paciente. Quando se trata de nossa saúde, nós encontramos conforto em respostas e tratamentos comprovados. Mas, às vezes, a incerteza pode ser uma coisa boa. É um sinal de que estamos a fazer perguntas, a explorar todos os ângulos, e nunca tendo uma solução como uma verdade absoluta.
Este é o caso da sensibilidade ao glúten não celíaca. Praticamente não reconhecida uma década atrás, a sensibilidade ao glúten é agora um enigma desconcertante que deu início a mais de 200 estudos nos últimos dois anos. Hoje, temos mais perguntas do que nunca, mas isso é uma prova de nossa pesquisa crescente e conhecimento, e não a falta dela.
Embora possa ser frustrante ter tantas incógnitas, é importante notar que não estamos sozinhos. Médicos e pesquisadores estão lidando com essas questões, e eles têm um firme compromisso em respondê-las. Como o Dr. David Sanders, presidente do comitê consultivo de saúde para Celíaco do Reino Unido, nos lembrou recentemente: "Nós ainda estamos em uma curva de aprendizagem sobre esta condição e sua história natural, e os pacientes precisam entender isso."
Uma das maiores questões que emergiram recentemente - e um item de debate quente no Simpósio Internacional de doença celíaca,  no ano passado - é se a prevalência explosiva de sensibilidade ao glúten é realmente devido ao glúten, ou se outros fatores poderiam ser parte da causa.
Há muito se suspeita de uma ligação entre a sensibilidade ao glúten e síndrome do intestino irritável (SII), e novos estudos continuam a reforçar a associação. Uma pesquisa recente revelou que a intolerância ao glúten ou sensibilidade ocorre em 28 a 30 por cento de pessoas com SII, uma taxa de prevalência muito mais elevada do que na população em geral.
O que isto nos diz é que algumas pessoas com a síndrome podem se beneficiar através da remoção do glúten de suas dietas, e isso pode ajudar a explicar por que a sensibilidade ao glúten parece ser mais ampla do que a doença celíaca. Mas, ao mesmo tempo, os pesquisadores enfatizam que uma dieta sem glúten não é a solução para todas as pessoas com a síndrome, e há outros fatores para descobrir.
Outra área de interesse de pesquisa é FODMAPs.
FODMAPs inclui uma variedade de alimentos como cebola, brócolis, feijões, maçãs e leite que podem ser de difícil digestão para algumas pessoas.
A nutricionista Susan Shepherd desenvolveu a dieta de poucos FODMAPs em 1999 como um tratamento para a SII, e ao longo dos últimos anos, ganhou atenção significativa entre os pacientes e os pesquisadores para a eficácia.
O que é particularmente notável é que o trigo, cevada e centeio também estão na lista de FODMAPs, por isso há um cruzamento entre a dieta de baixo FODMAP e a dieta livre de glúten. Pesquisadores estão curiosos se os benefícios da dieta sem glúten em pessoas com sensibilidade ao glúten pode realmente ser um resultado da redução da ingestão FODMAP.

São FODMAPs o problema, ou é apenas glúten?


Um estudo publicado em junho de 2013 constatou que, em algumas pessoas com sensibilidade ao glúten e SII, ao reduzir a ingestão de FODMAPs houve uma melhora dos sintomas mais significativa do que com a dieta livre de glúten.
No entanto, outros estudos descobriram que as pessoas com a síndrome e sensibilidade ao glúten relataram melhora dos sintomas em uma dieta livre de glúten, e os benefícios se manteve mesmo quando os alimentos ricos FODMAPs, como feijão, foram reintroduzidos.
Então o que isso significa? São FODMAPs o problema, ou é apenas glúten? É SII uma parte do espectro de transtornos relacionados ao glúten, ou ele é um caso a parte?
Não é necessariamente uma coisa ou outra. O que esses estudos demonstram é que temos muito o que aprender, e verdades absolutas apenas limitarão o nosso progresso.
No passado, nós erramos ao descontar os sintomas de uma pessoa simplesmente porque não se encaixavam no molde. Mas agora, há um movimento em direção a "medicina personalizada", que abrange toda a pessoa, individual e considera tudo, da genética a dieta e sintomas, no desenvolvimento de um tratamento especializado.
A medicina personalizada entende que o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra, que é exatamente o que estes estudos sobre SII e FODMAPs demonstraram. É a mesma razão pela qual a NFCA (National Foundation for Celiac Awareness) sempre recomendou que você faça escolhas alimentares e nutricionais com base em suas necessidades de saúde individuais.
A medida que avançamos ao longo desta curva de aprendizado, eu garanto que os pesquisadores irão encontrar novas conexões, contradições surpreendentes e ainda mais perguntas sobre transtornos relacionados ao glúten. Nosso papel como pacientes será manter uma mente aberta e abraçar a mudança da paisagem.

fonte:The link between celiac diease, gluten sensitivity and fodmaps

Para saber mais:
Nutrição esportiva para atletas com hipersensibilidades
FODMAPs a dieta da vez para a síndrome do intestino irritável (SII)

31 de jul de 2014

Conhecendo o método Padovan

Post de blog não é livro, eu sei. Porém este aqui é dedicado a três pessoas especiais.
A primeira vez que ouvi sobre o método Padovan, foi com a Dra. Gizelle, ótima pediatra, que olhou para os meus filhos com atenção e carinho. 
Foi através das indicações dela que conheci a história da criadora do método, Beatriz Padovan, e me encantei!
E finalmente conheci a Regina, fonoaudióloga super dedicada e que se tornou uma amiga querida.
Esse post é uma forma de agradecer e também de divulgar um método que pode ajudar muitas pessoas.



Nossa experiência com o método Padovan

Antes de conhecer o método Padovan, levei meu filho a uma fonoaudióloga tradicional, e já de cara, na avaliação, me questionei se aquilo realmente funcionaria.
Após três sessões e exercícios em casa, tinha certeza que aquele não era o melhor caminho para o meu filho.
Eu sabia que faltava alguma coisa, algo que fosse além da repetição de palavras e jogos.
Eu sentia que essas ações trabalhavam as consequências ou sintomas, mas não chegavam nem perto do problema real, da causa.
A pediatra já havia me falado do método Padovan, e resolvi pesquisar para entender como funcionava.
Primeiro li sobre a criadora do método, Beatriz Padovan.
Em 1964, Beatriz, então pedagoga Waldorf, descobriu que alguns de seus alunos apresentavam dislexia.
A pedagoga resolveu voltar à faculdade, e iniciou o curso de Fonoaudiologia na Escola Paulista de Medicina para tentar ajudar seus pequenos alunos.
Infelizmente, as respostas que ela tanto desejava não estavam lá. Beatriz então direcionou suas pesquisas para o estudo antroposófico, e enfim criou o método que leva o seu nome.
Adorei a história da criação, o olhar sensível e cuidadoso da Beatriz Padovan com os seus alunos me cativou.
O método Padovan consiste em refazer as fases do desenvolvimento neurológico, habilitando e reabilitando o sistema nervoso. 
Pensei: "É claro!!". 
A forma como o método funciona para mim é lógico e óbvio. 
Faz todo sentido. Esse método só pode funcionar mesmo!
Procuramos a fonoaudióloga com formação Padovan, e enfim eu e o meu marido ouvimos uma avaliação que estava de acordo com o que observávamos.
Descobrimos que dificuldades de coordenação, podem influenciar no desenvolvimento da fala.
Neste método também fazemos exercícios em casa, mas são tarefas que fazem sentido, que estão dentro de uma lógica e um contexto. Conseguimos entender o por quê daquele exercício.
Com trabalho e dedicação, em alguns meses observamos progressos incríveis na coordenação, e consequentemente na fala.
Por isso, se você sente insegurança na terapia que você ou seu filho fazem, pesquise, se informe. Muitas vezes, existem outras opções.
Cada indivíduo é único, e por isso nem sempre todos se adequam aos métodos ditos tradicionais, as vezes é preciso ir além, e descobrir novos caminhos.

Para conhecer mais sobre o método Padovan acesse o site Método Padovan.


28 de jun de 2014

Bolo de chocolate sem glúten e vegan

As crianças queriam bolo de chocolate, fiz esse. Ficou muito bom, e acabou muito rápido.

Ingredientes

1/2 xíc. de óleo ( usei óleo de girassol)
3 col. de sopa de farinha de linhaça dourada
1 maçã descascada e picada
3/4 leite vegetal (usei leite de amêndoas)
3/4 xíc. de açúcar mascavo
1 pitada de sal
1,5 xíc farinha de arroz
1/4 xíc. de fécula de batata
1/4 xíc. de polvilho
1/2 xíc. de chocolate
1 col. de sopa de fermento químico

Modo de preparo

Em uma tigela misture as farinhas. Reserve.
No liquidificador coloque o óleo, a maçã picada, a farinha de linhaça, o açúcar e o sal. Bata bem.
Despeje a mistura do liquidificador na tigela com as farinhas.
Misture delicadamente com uma colher. Não bata.
Acrescente o fermento e misture.
Coloque a massa em forma untada e enfarinha com farinha de arroz.
Asse em forno pré-aquecido a 180ºC, por cerca de 30min, ou até o teste do palito ficar ok.

17 de jun de 2014

Compartilhar a lanterna

tela: Dias Guillet             
A estória "A menina da lanterna" está relacionada com a Festa das Lanternas, que acontece no inverno.
Conheci a estória da menina recentemente, em uma festa da escola dos meus filhos. E vi nela algo que pode ajudar a todos, e em especial, quem está se sentindo perdido diante de grandes mudanças...
Esse conto é recheado de simbolismo, e é usualmente contado repetidas vezes para as crianças, para que elas consigam absorver aos poucos os seus significados.
E para os adultos?
Para os adultos é um lembrete, do que já conhecemos, mas esquecemos de fazer: domar nossos instintos, manter a vontade, a ação e os sentimentos unidos em um propósito, manter nossa luz brilhando e principalmente, levá-la a quem precisa.

A menina da lanterna

 Era uma vez uma menina que carregava alegremente sua lanterna pelas ruas. De repente chegou o vento e com grande ímpeto apagou a lanterna da menina.
Ah! Exclamou a menina. – Quem poderá reacender a minha lanterna? Olhou para todos os lados, mas não achou ninguém. Apareceu, então, uma animal muito estranho, com espinhos nas costas, de olhos vivos, que corria e se escondia muito ligeiro pelas pedras. Era um ouriço.
Querido ouriço! Exclamou a menina, - O vento apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderia acender a minha lanterna? E o ouriço disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois precisava ir pra casa cuidar dos filhos.
A menina continuou caminhando e encontrou-se com um urso, que caminhava lentamente. Ele tinha uma cabeça enorme e um corpo pesado e desajeitado, e grunhia e resmungava.
Querido urso, falou a menina, - O vendo apagou a minha luz. Será que você não sabe quem poderá acender a minha lanterna? E o urso da floresta disse a ela que não sabia, que perguntasse a outro, pois estava com sono e ia dormir e repousar.
Surgiu então uma raposa, que estava caçando na floresta e se esgueirava entre o capim. Espantada, a raposa levantou seu focinho e, farejando, descobriu-a e mandou que voltasse pra casa, porque a menina espantava os ratinhos. Com tristeza, a menina percebeu que ninguém queria ajudá-la. Sentou-se sobre uma pedra e chorou.
Neste momento surgiram estrelas que lhe disseram pra ir perguntar ao sol, pois ele com certeza poderia ajudá-la.
Depois de ouvir o conselho das estrelas, a menina criou coragem para continuar o seu caminho.
Finalmente chegou a uma casinha, dentro da qual avistou uma mulher muito velha, sentada, fiando sua roca. A menina abriu a porta e cumprimentou a velha.
- Bom dia querida vovó – disse ela
- Bom dia, respondeu a velha.
A menina perguntou se ela conhecia o caminho até o Sol e se queria ir com ela, mas a velha disse que não podia acompanhá-la porque ela fiava sem cessar e sua roca não podia parar. Mas pediu a menina que comesse alguns biscoitos e descansasse um pouco, pois o caminho era muito longo. A menina entrou na casinha e sentou-se para descansar. Pouco depois, pegou sua lanterna a continuou a caminhada.
Mais pra frente encontrou outra casinha no seu caminho, a casa do sapateiro. Ele estava consertando muitos sapatos. A menina abriu a porta a cumprimentou-o. Perguntou, então se ele conhecia o caminho até o Sol e se queria ir com ela procurá-lo. Ele disse que não podia acompanhá-la, pois tinha muitos sapatos para consertar. Deixou que ela descansasse um pouco, pois sabia que o caminho era longo. A menina entrou e sentou-se para descansar. Depois pegou sua lanterna e continuou a caminhada.
Bem longe avistou uma montanha muito alta. Com certeza, o Sol mora lá em cima – pensou a menina e pôs-se a correr, rápida como uma corsa. No meio do caminho, encontrou uma criança que brincava com uma bola. Chamou-a para que fosse com ela até o Sol, mas a criança nem responde. Preferiu brincar com sua bola e afastou-se saltitando pelos campos.
Então a menina da lanterna continuou sozinha o seu caminho
Foi subindo pela encosta da montanha. Quando chegou ao topo, não encontrou o Sol.
- Vou esperar aqui até o Sol chegar – pensou a menina, e sentou-se na terra.
Como estivesse muito cansada de sua longa caminhada, seus olhos se fecharam e ela adormeceu.
O Sol já tinha avistado a menina há muito tempo. Quando chegou a noite ele desceu até a menina e acendeu a sua lanterna.
Depois que o sol voltou para o céu, a menina acordou.
- Oh! A minha lanterna está acessa! – exclamou, e com um salto pôs-se alegremente a caminho.
Na volta, reencontrou a criança da bola, que lhe disse ter perdido a bola, não conseguindo encontrá-la por causa do escuro. As duas crianças procuraram então a bola. Após encontrá-la, a criança afastou-se alegremente.
A menina da lanterna continuou seu caminho até o vale e chegou à casa do sapateiro, que estava muito triste na sua oficina.
Quando viu a menina, disse-lhe que seu fogo tinha apagado e suas mãos estavam frias, não podendo, portanto, trabalhar mais. A menina acendeu a lanterna do artesão, que agradeceu, aqueceu as mãos e pôde martelar e costurar seus sapatos.
A menina continuou lentamente a sua caminhada pela floresta e chegou ao casebre da velha. Seu quartinho estava escuro. Sua luz tinha se consumido e ela não podia mais fiar. A menina acendeu nova luz e a velha agradeceu, e logo sua roda girou, fiando, fiando sem cessar.
Depois de algum tempo,a menina chegou ao campo e todos os animais acordaram com o brilho da lanterna. A raposinha, ofuscada, farejou para descobrir de onde vinha tanta luz. O urso bocejou, grunhiu e, tropeçando desajeitado, foi atrás da menina. O ouriço, muito curioso, aproximou-se dela e perguntou de onde vinha aquele vaga-lume gigante. Assim a menina voltou feliz pra casa.

10 de jun de 2014

Sopa cremosa de abóbora, sem glúten e sem leite




Com esse frio o bom é tomar uma sopa bem quentinha. Mas eu queria uma sopa cremosa...
Fiquei pensando como poderia fazer sem utilizar leite. Veio então uma ideia que deu muito certo. 
A receita rápida e super fácil de fazer é uma delícia! Experimente!

Ingredientes

400 g de abóbora cortada em cubos
2 batatas médias cortadas em cubos *
água
sal 
cheiro verde
alho poró

Modo de fazer

Em uma panela coloque a abóbora e as batatas e cubra com água, acrescente o sal.
Deixe cozinhar até ficarem macias. 
Bata no liquidificador até ficar uma mistura cremosa.
Volte a sopa para a panela, acrescente os temperos, corrija o sal, e deixe apurar.

Dica
* Você pode substituir as batatas por inhame, cará ou mandioca.  


23 de mai de 2014

Assine o manifesto para garantir alimentos seguros


Na realização do teste de glúten em alimentos, a PROTESTE encontrou um produto que diz não conter glúten, mas que, na verdade, tem. Isso representa um grande risco para as pessoas com doença celíaca! Por isso, a PROTESTE precisa da sua ajuda e da sua assinatura para pressionar a Anvisa a determinar a concentração máxima de glúten em produtos que se denominem “livres de glúten”. 

Assine o manifesto para garantir alimentos seguros!
Para assinar clique aqui.

15 de mai de 2014

O que você sente se comer glúten?

Toda vez que conto a alguém que sou celíaca, e que não posso comer nada que tenha trigo, aveia, cevada, centeio ou malte, as pessoas me perguntam o que eu sinto ou o que acontece se eu comer glúten.
É bem difícil explicar, porque são tantos sintomas, e variam bastante. Algumas vezes, eu mesma tenho dificuldade de identificar. Os sintomas são parecidos com uma virose, ou como nos sentimos no final de um dia muito trabalhoso.
Porém a Nadia, do blog Barcelona sin gluten, conseguiu listar 35 sinais de contaminação por glúten, eu acrescentei mais 2 sinais que são bastante comuns também.
A lista ajuda não só os celíacos, mais também os familiares e professores a identificarem quando as crianças celíacas estão contaminadas. Veja abaixo os sinais:
  • Fadiga extrema;
  • dor articular;
  • inchaço abdominal ou em todo corpo;
  • retenção de líquidos que pode durar dias;
  • dor abdominal;
  • sede extrema;
  • problemas de concentração e memória;
  • gases;
  • alterações de humor: irritabilidade, emotividade excessiva, vulnerabilidade, depressão;
  • sintomas de gripe;
  • queda da temperatura, mas você se sente febril; 
  • problemas de pele e lesões;
  • náusea;
  • diarreia;
  • episódios de epilepsia;
  • dor no peito;
  • síndrome das pernas inquietas;
  • zumbido nos ouvidos;
  • tontura;
  • palpitações, taquicardia;
  • sudorese;
  • lesões na boca, gengivas inflamadas, aftas ou surtos de herpes;
  • ganho de peso;
  • agravamento de patologias associadas, lúpus, artrite, fibromialgia, outras alergias e intolerâncias alimentares;
  • asma;
  • dormência dos pés, mãos, áreas dispersas do corpo e até mesmo o rosto;
  • ansiedade para comer Junk food / mais glúten;
  • sentimento de Síndrome Pré-Menstrual; 
  • sinusite, rinite;
  • enxaqueca;
  • refluxo gastroesofágico; 
  • prisão de ventre;
  • olhos secos, prurido, lacrimejantes e avermelhados;
  • dor nas costas, ciática;
  • sacroileíte;
  • alteração do ciclo menstrual;
  • queda de cabelo.

Para ler o texto original na íntegra acesse  "Que siente um celiaco cuando se intoxica"
ou a tradução completa em "35 sinais de contaminação por glúten" , no blog Dieta sem glúten.

11 de mai de 2014

Fazer o bem, simples assim

Na sexta-feira fui na minha primeira festa do dia das mães, e foi muito especial.
Especial porque foi a primeira vez que meu filho preparou junto com a professora e os amigos uma festa para celebrar essa data, e ele estava radiante com isso, e também porque pudemos perceber que fizemos as escolhas certas.
Ele ficou dias tentando guardar segredo do que estavam fazendo na escola, só contava para o pai.
A escola nos avisou que seria realizado um café-da-manhã, e eu já fiquei pensando o que poderia levar...
Enviei um recado para a professora, e fui surpreendida por uma mensagem que dizia para não me preocupar, porque ela mesma faria um prato sem glúten, com todos os cuidados para evitar a contaminação cruzada.
Fiquei tão surpresa e feliz, que nem sabia como responder a mensagem.
Comentei com minhas amigas, e elas me disseram que gostariam de conhecer essa escola com pessoas tão raras.
O dia da festa chegou, e tudo colaborou para ser uma festa linda. Apesar do friozinho, a manhã estava ensolarada.
As crianças cantaram músicas lindas, que me emocionaram bastante.
Depois todos juntos fomos nos servir do maravilhoso café-da-manhã.
Meu filho contou que ajudou a professora, eles fizeram sequilhos e pão-de-queijo sem queijo, tudo perfeito!
Mais tarde, conversando com meu marido, concluímos que apesar das dificuldades que enfrentamos até chegar a esta escola, fizemos o caminho certo.
Alguém que você acabou de conhecer e que se dispõe a fazer algo por você, é realmente uma pessoa rara. E o mais legal é que as educadoras não fizeram por obrigação, fizeram porque para elas isso é o óbvio.
É bom saber que meus filhos estão convivendo e sendo educados em um ambiente tão acolhedor e fraterno, onde as diferenças são aceitas com naturalidade e compaixão.
E eu só posso agradecer por minha família poder participar deste grupo iluminado.
Feliz dia das mães!!

9 de mai de 2014

O problema não é a restrição alimentar, é a omissão

Um assunto recorrente em e-mails, grupos de apoio e das redes sociais é o bullying que crianças com restrição alimentar sofrem na escola.
O que chama a atenção, é que independente da idade dos envolvidos, crianças, adolescente e jovens, o roteiro é sempre o mesmo.
Os educadores tendem a minimizar as agressões, e até mesmo ignorar. Desta forma a direção da escola também não age, afinal o educador, que é o adulto mais próximo não vê aquele comportamento como problema.
A família dos agressores muitas vezes nem imaginam que o comportamento do filho é inadequado, porque estão alheios ao que acontece na escola, ou por acreditarem que ser agressivo é uma característica de vencedores e líderes.
Os familiares da vítima também demoram para se dar conta do problema, e quando ficam cientes do problema, já justificam a perseguição com a restrição alimentar.
Mas quando se diz "Meu filho é perseguido porque é celíaco.", mesmo inconscientemente, se atribui à restrição a culpa pela perseguição. Quando na realidade, a criança sofre agressão porque a escola é omissa.
A escola tem sim o dever de educar, no sentindo mais amplo da palavra, e cabe aos educadores identificarem esses problemas e trabalharem para que sejam corrigidos.
É claro que essa tarefa não é única da escola, prevenir e combater o bullying é um trabalho grande e que requer a participação de toda comunidade escolar, a família é peça fundamental.
O bullying é um pedido de socorro, de atenção do agressor. Então a escola precisa olhar com cuidado e atenção esse comportamento.
A escola tem o dever de informar as famílias, tanto da vítima como do agressor. 
As famílias precisam ser envolvidas, orientadas, e se preciso encaminhas para profissionais que possam ajudá-las.
Mas porque a escola tem que fazer isso?
Porque é responsabilidade da escola garantir a segurança de seus alunos.
Somos todos diferentes, e educar e formar cidadãos inclui ajudá-los a aprender a conviver com as diferenças.

E quando o bullying parte do educador?

Essa parece uma situação surreal, mas acontece com certa frequência.
Já escrevi um pouco sobre isso nos textos Procura-se escola que goste de crianças e Recomeçar
Nestes casos, infelizmente a melhor saída é procurar uma nova escola, pois geralmente o educador está alinhado com a direção da escola e dificilmente poderá ser feita alguma mudança.
É triste pensar que existem escolas e educadores que agem dessa forma, e que não são tão raros como gostaríamos. 

"No escola me apelidavam de tudo e eu apelidava de tudo também, e ninguém sofria de bullying.". Será mesmo?

Será que esse comportamento realmente não trouxe consequências?  Quantas pessoas da nossa geração sofrem de depressão, ansiedade e outros transtornos?
Será que aquele chefe que maltrata os funcionários não vivenciou na infância o bullying?
Eu acredito que precisamos refletir mais sobre o que fazemos e falamos, e que possamos ser pessoas melhores, e assim oferecer um mundo melhor aos nossos filhos, com mais respeito e amor ao próximo.

25 de abr de 2014

Bolo de maçã

Na Páscoa a escola fez uma comemoração, e a professora sugeriu mandar uma colomba pascal sem glúten.
Eu nunca experimentei uma colomba pascal, mas meu marido me disse que é muito parecido com panetone.
Aqui em casa, panetone não faz sucesso. Então o jeito foi pensar em uma alternativa.
E surgiu a ideia do bolo de maçã!
Depois de alguns testes, o resultado foi esse, massa bem macia e perfumada.
Coloquei maçãs por cima do bolo e também pedaços de maçãs misturados na massa.
Tentei deixar o bolo com carinha de colomba pascal, não sei se consegui. Mas ficou bem gostoso.
A receita é simples e fácil. Só o tempo de forno que é um pouco maior que o de costume, porque tem que ser forno baixo para não queimar as maçãs. 
O bolo pode ser servido quente ou gelado, fica ótimo das duas maneiras.
Ah! E quem é vegan não foi esquecido!
Os ovos podem ser substituídos por linhaça, o resultado é o mesmo, porém o bolo cresce um pouco menos.
Ah! E quanto a festa na escola, a professora disse que o bolo foi um sucesso!

Bolo de maçã

Ingredientes

3 ovos ( ou 3 col. de sopa de farinha de linhaça dourada)
1 e 1/2 xíc. de farinha de arroz
3/4 xíc. de açúcar mascavo
3/4 xíc. de leite vegetal ( usei de amêndoas)
1/2 xíc. de resíduo do leite vegetal (opcional)
3/4 xíc. de óleo (usei girassol)
5 maçãs
1 pitada de sal
1 col. sopa de fermento


Modo de fazer

Unte e enfarinhe, com farinha de arroz, a assadeira.
No liquidificador bata todos os ingredientes líquidos.
Acrescente uma maçã descascada e picada, o açúcar, o sal e a linhaça, se optou por fazer a receita sem ovos. Bata até a maçã sumir.
Coloque a farinha e misture bem. Por último adicione o fermento e use o botão de pulsar.
Descasque as maçãs, pique duas maçãs em cubinhos e misture na massa com uma colher.
Despeje a mistura na assadeira.
Descasque e corte duas maçãs em formato de meia lua e distribua por cima da massa na assadeira.
Polvilhe um pouco de açúcar por cima das maçãs.
Asse em forno pré-aquecido, temperatura baixa, por 60 min. ou até o teste do palito ficar ok.

14 de abr de 2014

Doença celíaca no jornal da APCD


Na edição de abril do jornal da APCD, Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, saiu uma matéria sobre doença celíaca e fui uma das entrevistadas.
Fiquei muito agradecida com o resultado do trabalho da jornalista, uma matéria muito informativa e que interessa a muita gente. Parabéns!!
Você pode ler a matéria logo abaixo.


Para saber mais:
Dentistas podem auxiliar no diagnóstico da doença celíaca





13 de abr de 2014

Contaminação cruzada: como empresas irresponsáveis podem afetar a sua saúde



Quando mudei de Belo Horizonte para São Paulo trouxe um estoque de farinha de arroz de um produtor da minha confiança. Porém em janeiro a farinha acabou e tivemos que comprar por aqui mesmo.
Optamos por uma marca de farinha de arroz bem conhecida no mercado.
Em fevereiro, resolvi adiantar um pouco o meu check-up anual, pois não estava me sentindo muito bem.
Nenhum sintoma grave, apenas um cansaço enorme e queda de cabelo.
Neste mesmo período, meus filhos pareciam mais agitados e birrentos, mas eu coloquei isso na conta do minha fadiga, achando que eles pareciam estar mais agitados porque na verdade eu que estava mais cansada.
Meus exames estavam quase todos normais, exceto por uma alteração em um exame, relacionado ao aparelho digestivo e pâncreas.
Como a alteração era muito pequena, a médica me disse que provavelmente não era nada, e talvez estivesse relacionada com a doença celíaca, principalmente porque eu havia reclamado que estava com algumas lesões de DH (dermatite herpetiforme).
Procurei um gastro para tirar a dúvida, ele solicitou uma endoscopia e colonoscopia.
Percebi que a quantidade lesões de DH estava aumentado, e isso confirmava que estava havendo alguma contaminação por glúten.
Vale ressaltar que fui diagnosticada com doença celíaca em 2008, confirmando o diagnóstico com biópsia do intestino. Desde então, faço rigorosamente a dieta sem glúten, e todas as endoscopias  e biópsias que fiz durante todos esses anos, nunca apresentaram alterações. 
Porém na endoscopia desde ano, a biópsia identificou alterações compatíveis com doença celíaca. 
Conversando com algumas pessoas, descobri que a farinha de arroz que comprei aqui em São Paulo estava sob suspeita, pois surgiram outros casos de celíacos que voltaram a apresentar sintomas após um período de consumo.
Parei imediatamente de consumir a farinha, e em duas semanas, vimos melhoras. As lesões da pele que aumentavam dia após dia, começaram a cicatrizar, a dor abdominal passou e comecei a me sentir um pouco melhor.
Meus filhos recuperaram o bom humor e ficaram mais calmos também.
Escrevo este texto três semanas após suspender o uso da farinha de arroz contaminada, e o que posso dizer é que aos poucos estamos voltando a nossa rotina e a nossa normalidade.
Estou contanto tudo isso para mostrar o quanto o descaso de uma empresa pode afetar a vida de uma família.
Além do gasto de tempo e dinheiro com os exames e consultas, ficamos bastante estressados. A recuperação de uma contaminação cruzada nunca é fácil, principalmente quando se fica exposto por um longo período, como nós ficamos.
Embora as empresas saibam do risco de oferecer produtos contaminados por glúten para consumidores celíacos, elas  não se importam, não se sentem responsáveis pela nossa saúde.
Essas empresas se escondem atrás da falta de uma definição de limites da quantidade de glúten permitida nos alimentos. Por isso é tão importante participar de campanhas que defendem rótulos mais claros, como a Põe no Rótulo e a campanha promovida pela FENACELBRA em parceria com a Proteste.
A #PoeNoRotulo pede que os rótulos sejam claros em relação a ingredientes que podem provocar alergias, como leite, ovo, amendoim,etc. Informando inclusive se há presença de traços desses ingredientes.
Já a campanha da FENACELBRA, "Alimentos seguros para os celíacos", propõe que para que um alimento seja considerado isento de glúten, seja respeitado o limite de 10ppm de glúten. Esse limite já existe em outros países, como a Argentina.
Para acompanhar e apoiar a #PoeNoRotulo você pode acessar  Põe no rótulo, lá há uma série de informações importantes a respeito de rotulagem, produtos e cuidados.
Para assinar a petição da FENACELBRA e saber mais sobre a campanha, acesse Alimentos seguros para os celíacos.
Somente nos unindo e nos organizando podemos exigir que os nossos direitos de consumidores sejam respeitados, não podemos continuar a mercê de empresas irresponsáveis.


2 de abr de 2014

2 de abril: tudo azul!

Dia 2 de abril é o dia mundial da conscientização do autismo, e a cor deste dia é azul.
Até ser diagnosticada com doença celíaca, eu não tinha ideia do que é o autismo.
Porém, por conta de um livro maravilhoso, escrito por uma mãe super dedicada e batalhadora, aprendi um pouco sobre o autismo, e aprendi principalmente que os problemas surgem, mas a diferença está em como você se posiciona diante deles, como enfrenta as dificuldades.
O livro é Autismo, esperança pela nutrição, da Claudia Marcelino. Super recomendo esse livro, não só para quem precisa fazer dietas restritivas, mas também para quem quer entender um pouco sobre o assunto.
A partir deste livro, passei a ler mais sobre o assunto, a conhecer famílias de autistas, e percebi o quanto estamos desinformados sobre tudo isso. 
E a falta de informação gera muito preconceito e sofrimento para o autista. 
E eles não são poucos, segundos estatísticas americanas, a incidência é 1 em cada 68 crianças
E não sabemos conviver com eles, não entendemos o que essas famílias precisam, não sabemos nem como é feito o diagnóstico...
Então que o dia de hoje seja para levar a informação para todos, que mais pessoas possam começar hoje a entender um pouco mais sobre o autismo, e entender principalmente que o autista não vive em um outro mundo, ele está aqui, conosco e precisa da nossa atenção, respeito e ajuda
Beijos azuis!!!

Para saber mais:


Cozinha sem glúten e sem leite - Claudia Marcelino


Lagarta vira pupa



28 de mar de 2014

Brigadeiro sem leite condensado


Precisava fazer brigadeiro para meu filho levar na festinha de aniversário da escola, mas não tinha leite condensado em casa.
Sugeri para os meninos que podíamos procurar uma receita de brigadeiro diferente, porque eu já tinha ouvido falar de brigadeiro sem leite condensado, mas não fazia ideia de quais eram os ingredientes.
Pesquisamos na internet e achamos um vídeo maravilhoso, de umas meninas fazendo o tal brigadeiro.
Os meninos viram o vídeos várias vezes, e riam muito, porque as meninas são muito divertidas e espontâneas, o resultado é um vídeo bem engraçado.
Fizemos a receita do jeitinho que ela explicam, mas substituímos o leite de vaca por leite de arroz e castanha do pará, a manteiga por margarina e o açúcar por mascavo.
O resultado é perfeito! Não é um brigadeiro para enrolar, mas para comer de colher ou servir em copinho. O sabor é delicioso! E ainda conseguimos fazer um brigadeiro vegan.
Aqui em casa as crianças já me pediram para fazer sempre esse ao invés do tradicional.
Outra grande vantagem é que essa versão é menos calórica.
Abaixo você tem a minha versão da receita e também pode assistir o vídeo das meninas, vale a pena. 

Ingredientes

1 e 1/2 xíc. de leite de arroz e castanha do pará ( ou qualquer outro leite vegetal)
2 col. de sopa de açúcar mascavo
4 col. sopa de cacau em pó
2 col. de sopa de margarina sem sal ( imagino que com óleo de coco também dê certo e fique mais saudável)

Modo de fazer

Em uma panela coloque o leite, o açúcar mascavo, o cacau e misture. Leve ao fogo médio, dissolva bem e acrescente a margarina.
Mexa sempre, cuidado para não deixar queimar. No vídeo as meninas mostram o ponto que deve ficar o brigadeiro. Para conseguir o ponto, levei em torno de 20 minutos.
Assim que tiver engrossado, coloque em um prato e deixe esfriar. Depois leve à geladeira.


7 de mar de 2014

Receitas de leite vegetal


Nesse post vou explicar com fazer o leite vegetal na máquina, mas se você não tem, não desanime, aqui neste link você encontra uma receita de leite de amêndoas, pode fazer que é ótima!
Com a máquina fica um pouco mais prático e fácil de fazer o leite vegetal. Abaixo você encontra duas receitas de leite, uma é minha e a outra da minha amiga Juliana.
O copo de medida é o que vem junto com a máquina e os grãos não precisam ficar de molho.
Utilize sempre o copo de medida, assim você pode ir ajustando as medidas de acordo com o seu gosto.
Ah! E se você vai usar a sua máquina pela primeira vez, não esqueça de ler o manual com atenção.

Receita I

Ingredientes
arroz integral
6 ou 8 amêndoas
coco ralado ( desidratado e sem açúcar)
1 colher de chá essência de baunilha branca (opcional, utilizo a branca para não alterar a cor do leite)
açúcar
água

Modo de preparo
Coloque o arroz integral no copo de medida até a marca de 1/2, acrescente as amêndoas e complete com o coco ralado até a marca de 1.
Despeje na máquina o conteúdo do copo medida e acrescente água até a marca de "MAX".
Ligue a máquina e escolha a opção "Sementes/Grãos", depois a opção "Confirme".
Agora é só esperar 25 minutos, quando a máquina apitar, desligue o cabo de energia e coe o leite.
Cuidado, porque ele vai estar muito quente.
O rendimento é em torno de 1250ml, acrescente ao leite coado, açúcar e a essência de baunilha. Misture.
Está pronto o leite vegetal!


Receita II

Ingredientes
1 colher de sopa de flocos amaranto
Arroz integral
1 e 1/2 de chá  de essência de baunilha 
1/2 colher de chá de stévia
água

Modo de preparo
Coloque no copo de medida o amaranto, e complete até a metade do copo de medida com arroz integral.
Acrescente água até a marca de "MAX". Ligue a máquina  e escolha a opção "Sementes/Grãos", depois a opção "Confirme".
Quando estiver pronto, coe o leite, coloque na jarra que vem junto com a máquina, acrescente a essência, stévia e complete de água quase até a borda. Misture.
Está pronto para servir.


Dicas
  • Para variar o sabor do leite de arroz troque as amêndoas por castanhas-do-pará, amaranto, avelã, quinoa, etc. Ou depois de pronto, bata o leite com frutas. O da foto é um milk-shake de morango.
  • É possível fazer outros leites vegetais, como leite de amêndoas, castanha-do-pará, gergelim, etc. 
  • Deixo o leite pronto na noite anterior, assim de manhã temos leite bem geladinho.



25 de fev de 2014

Hambúrguer de lentilhas da Veganana

Semana passada meu filho trouxe um punhado de feijões e um punhado de lentilhas da escola. 
Era uma atividade do projeto de alimentação saudável, e nós tínhamos que fazer para ele experimentar.
Feijão ele já come normalmente, mas lentilha ele comia quando bem pequeno, depois passou a rejeitar.
Pensei em fazer algo diferente, para que os meninos voltassem a ter interesse na lentilha. Lembrei do blog Veganana, eu já tinha visto algumas receitas de hambúrguer por lá.
O blog da Lori é ótimo, só tem receita boa. Nem todas são sem glúten, mas tem muita, muita receita para celíacos.
No dia, eu só tinha o punhado de lentilhas da escola, então eu fiz um mix de lentilha e feijão carioca para poder fazer o hambúrguer.
Mudei também os temperos, afinal o objetivo era agradar os meninos.
Diferente da receita original, eu amassei bem com o garfo os grãos cozidos, porque criança geralmente não gosta de pedacinhos. E também não acrescentei a farinha de milho na massa, só a usei para empanar, mas bem de leve.
Pegava um pouquinho da massa e passava rapidamente na farinha e depois modelava o hambúrguer.
O resultado ficou excelente!
Os meninos adoraram, já repeti a receita algumas vezes, sempre variando os grãos, fiz só com feijão, só  com lentilha...
Aqui em casa se tornou uma ótima opção, porque os meninos não comem carne vermelha, mas adoram a ideia de comer hambúrguer.
Obrigada Lori!!


Massa do hambúrguer, fácil de modelar.














6 de fev de 2014

Compaixão e felicidade

Segundo o dicionário, compaixão significa
"Sentimento de pesar que nos causam os males alheios, bem como uma vontade de ajudar o próximo.Sentimento de simpatia ou de piedade para com o sofrimento alheio, associado a vontade ou ao desejo de auxiliar de alguma forma."
Mas qual a relação entre compaixão e felicidade? 
Outro dia assisti um documentário muito bom, "Você é feliz?", o título original é "Happy", e a questão "O que é ser feliz?" é abordada de uma forma bastante interessante e prática.
Entre outras coisas, o que mais nos aproxima da felicidade, é o fato de nos aproximarmos uns dos outros. E compaixão e empatia são peças fundamentais para isso.
Já escrevi sobre empatia, leia aqui.
Quanto menos egocêntricos e egoístas conseguimos ser, mais próximos da felicidade nos encontramos.
Conseguir pensar e tomar ações em prol de outras pessoas, mesmo que não sejam da sua família ou do seu grupo de amigos, se preocupar com o bem estar coletivo, abrir mão de alguns confortos a favor da preservação da natureza, e principalmente, entender de verdade a importância de tudo isso.
Conversando outro dia com minhas amigas, surgiu a questão: "Alguém pode deixar de ser vegan?"
Já escrevi aqui no blog sobre Vegan, e o significado de se adotar esse estilo de vida. Eu não acredito que alguém que é vegan e realmente entende o significado disto, possa voltar atrás.
Quando começamos a enxergar é impossível fechar os olhos, mesmo quando desejamos não ver. É impossível.
Voltar atrás, é prova que de não houve entendimento. É provável que a decisão tenha sido tomada por motivos pessoais e/ou sociais, que em nada se relacionam com o verdadeiro significado de ser vegan.
E o mesmo vale para a compaixão, podemos conhecer o significado da palavra, saber o que precisa ser feito, e até fazer. Porém, a felicidade que a compaixão pode nos proporcionar, só poderá ser aproveitada se realmente sentirmos compaixão.
É irônico, mas só podemos receber se não esperamos nada em troca.
Porém se lembramos que vivemos em uma sociedade onde tudo tem uma finalidade, uma função, e a felicidade é item de consumo, ah! Daí tudo isso faz muito sentido.
Infelizmente não encontrei o documentário online, mas você pode assistir esse pequeno vídeo no qual o diretor, Roko Belic, fala sobre como a empatia e a compaixão são fundamentais para a felicidade.





1 de fev de 2014

Como conviver com Elinor e Marianne?

O título é só uma brincadeira com os personagens do livro ( tem também o filme) Razão e sensibilidade, de Jane Austen.
Na estória, Elinor representa a razão, sempre rígida, contida, observadora e controlada. E sua irmã, Marianne é a sensibilidade, totalmente emocional, impulsiva, transparente e imatura.
Eu adoro! Mas as duas, em alguns momentos, irritam.
E ainda tem uma irmã mais nova, Margareth, que entendo como a fantasia. Afinal entre a lógica e os sentimentos, ainda existe aquilo que fantasiamos...
No livro, as coisas só começam a dar certo quando elas começam a encontrar um equilíbrio, mas sem perderem suas características.
Mas o que isso tem a ver com restrições alimentares?
Sabemos que só aprendemos aquilo que tem sentido e significado.
Para que uma criança aprenda, é preciso vivenciar, ver acontecer, é preciso envolvê-la no assunto.
Precisamos que a informação chegue até a criança de maneira lógica e clara, mas ao mesmo tempo, e necessário que ela tenha algum significado prático e afetivo, só assim essa informação se transformará em conhecimento.
O processo de explicar uma restrição à criança é esse. Ele não acontece em um único momento, numa conversa de 15 minutos. Vai muito além, o conhecimento sobre a restrição está no dia-a-dia, em situações corriqueiras, como preparar a lancheira ou fazer compras no mercado.  Não só o fazer, mas o como, com qual sentimento se realiza.
Embora a nossa sociedade cultue que ser feliz é  ser perfeito e sem limites. Olha aí, encontramos a fantasia!
A realidade é que todos somos imperfeitos e todos temos restrições, mas ainda assim podemos ser felizes.
E os pais precisam aprender isso, para que as crianças possam se desenvolver com tranquilidade.
Não adianta "saber" com a cabeça, mas não se sentir assim. Elinor e Marianne não podem viver em conflito.
Como eu já escrevi em outro texto, o exemplo arrasta. Só que o exemplo não pode ser mecânico, teatral. Ele tem que ser verdadeiro, sincero e natural.
Arraste seu filho pelo exemplo, mas cuidado para onde o leva.
Você não gosta do pão sem glúten que seu filho come? Que tal procurar junto com ele, outras receitas ou marcas de pães que agradem mais o paladar? Reclamar ou fingir não são boas soluções.
A decisão de toda família acompanhar a criança na sua dieta, deve ser uma decisão racional, porém pautada no que a sua sensibilidade lhe indica.
Somente equilibrando a razão e a sensibilidade poderemos ser pais melhores, e mais conscientes das reais necessidades dos nossos filhos.


31 de jan de 2014

Bolo vegan de morango, sem glúten


Esse bolinho aqui em casa ficou conhecido como bolinho de nuvem, ele é bem macio e leve.
Mesmo que você não esteja acostumado com as opções vegans e sem glúten, vai adorar e repetir.



Ingredientes
3 col. de sopa de farinha de linhaça dourada
3 col. sopa de água
1/2 xíc. do resíduo que sobra do leite vegetal (opcional)
3/4 xíc. de óleo de girassol
3/4 xíc. açúcar mascavo ou cristal
3/4 xíc. de leite de arroz ou amêndoas batido com morangos
1 pitada de sal
3/4 xíc. de farinha de arroz
3 morangos
1 col. de sopa de fermento químico

Modo de preparo
Coloque no liquidificador todos os ingredientes, exceto a farinha de arroz e o fermento.
Caso você não tenha o resíduo, acrescente 1/4 xíc. de farinha de arroz.
Bata bem e acrescente a farinha de arroz, bata mais um pouco e depois coloque o fermento. Use a tecla pulsar.
Distribua a massa em forminhas e leve para o forno pré-aquecido a 180ºC por aprox. 20 min, faça o teste do palito.

29 de jan de 2014

Bolo de milho


Logo no início da dieta sem glúten eu queria fazer um bolo fácil, comum e que fosse naturalmente sem glúten, lembrei dos bolos de fubá.
Procurei algumas receitas, mas só encontrava bolo de fubá com farinha de trigo.
Pesquisei bastante e achei uma receita que tinha trigo, mas que eu achei que poderia adaptar.
Depois de algumas tentativas, consegui fazer um bolo maravilhoso e super fácil.
Ah! E consegui fazê-lo também sem leite!
Esses dias, fiz a receita e descobri uma coisa interessante, a textura do bolo muda muito dependendo da marca da farinha de milho.
Mas independente da farinha, o resultado é sempre muito bom.
Você pode fazer algumas variações desse bolo, colocando recheios como goiabada ou geleia.
Ou comer uma fatia do bolo simples, com um café ou chá...fica uma delícia!

Ingredientes
4 ovos
200 ml de leite de coco
200 ml de água
1/2 xíc. de óleo
1 xíc. de açúcar
2 xíc. de farinha de milho pré-cozida
1 col chá de sal
1 col. sopa de fermento
50 g de coco ralado




Modo de preparo
No liquidificador coloque os ovos, a água, o leite de coco, óleo, sal e açúcar. Bata bem.
Acrescente a farinha e bata mais um pouco.
Coloque o fermento e o coco ralado e utilize a tecla pulsar.
Despeje a massa em forma untada e enfarinhada com a farinha de milho e leve ao forno pré-aquecido a 180ºpor aprox. 40 minutos. Faça o teste do palito.