Bolinho sem glúten e vegan

Bolinho de abobrinha, sem glúten, leite e ovos. Receita fácil e que as crianças adoram fazer e comer.

Panqueca

Massa versátil e fácil.

Cuscuz paulista

Uma receita original, sem glúten, sem leite e sem ovo.

Hambúrguer com legumes

Receita ideal para crianças que tem dificuldade de comer legumes.

Pão sem glúten e vegan

Pão sem glúten, leite e ovos. Receita super fácil!

Entender para fazer

Série de publicações que dão dicas de como receber bem alguém com restrições alimentares. Simples e fácil.

Você não tem cara de celíaco.

Mas será que celíaco tem cara?

25 de fev de 2014

Hambúrguer de lentilhas da Veganana

Semana passada meu filho trouxe um punhado de feijões e um punhado de lentilhas da escola. 
Era uma atividade do projeto de alimentação saudável, e nós tínhamos que fazer para ele experimentar.
Feijão ele já come normalmente, mas lentilha ele comia quando bem pequeno, depois passou a rejeitar.
Pensei em fazer algo diferente, para que os meninos voltassem a ter interesse na lentilha. Lembrei do blog Veganana, eu já tinha visto algumas receitas de hambúrguer por lá.
O blog da Lori é ótimo, só tem receita boa. Nem todas são sem glúten, mas tem muita, muita receita para celíacos.
No dia, eu só tinha o punhado de lentilhas da escola, então eu fiz um mix de lentilha e feijão carioca para poder fazer o hambúrguer.
Mudei também os temperos, afinal o objetivo era agradar os meninos.
Diferente da receita original, eu amassei bem com o garfo os grãos cozidos, porque criança geralmente não gosta de pedacinhos. E também não acrescentei a farinha de milho na massa, só a usei para empanar, mas bem de leve.
Pegava um pouquinho da massa e passava rapidamente na farinha e depois modelava o hambúrguer.
O resultado ficou excelente!
Os meninos adoraram, já repeti a receita algumas vezes, sempre variando os grãos, fiz só com feijão, só  com lentilha...
Aqui em casa se tornou uma ótima opção, porque os meninos não comem carne vermelha, mas adoram a ideia de comer hambúrguer.
Obrigada Lori!!


Massa do hambúrguer, fácil de modelar.














6 de fev de 2014

Compaixão e felicidade

Segundo o dicionário, compaixão significa
"Sentimento de pesar que nos causam os males alheios, bem como uma vontade de ajudar o próximo.Sentimento de simpatia ou de piedade para com o sofrimento alheio, associado a vontade ou ao desejo de auxiliar de alguma forma."
Mas qual a relação entre compaixão e felicidade? 
Outro dia assisti um documentário muito bom, "Você é feliz?", o título original é "Happy", e a questão "O que é ser feliz?" é abordada de uma forma bastante interessante e prática.
Entre outras coisas, o que mais nos aproxima da felicidade, é o fato de nos aproximarmos uns dos outros. E compaixão e empatia são peças fundamentais para isso.
Já escrevi sobre empatia, leia aqui.
Quanto menos egocêntricos e egoístas conseguimos ser, mais próximos da felicidade nos encontramos.
Conseguir pensar e tomar ações em prol de outras pessoas, mesmo que não sejam da sua família ou do seu grupo de amigos, se preocupar com o bem estar coletivo, abrir mão de alguns confortos a favor da preservação da natureza, e principalmente, entender de verdade a importância de tudo isso.
Conversando outro dia com minhas amigas, surgiu a questão: "Alguém pode deixar de ser vegan?"
Já escrevi aqui no blog sobre Vegan, e o significado de se adotar esse estilo de vida. Eu não acredito que alguém que é vegan e realmente entende o significado disto, possa voltar atrás.
Quando começamos a enxergar é impossível fechar os olhos, mesmo quando desejamos não ver. É impossível.
Voltar atrás, é prova que de não houve entendimento. É provável que a decisão tenha sido tomada por motivos pessoais e/ou sociais, que em nada se relacionam com o verdadeiro significado de ser vegan.
E o mesmo vale para a compaixão, podemos conhecer o significado da palavra, saber o que precisa ser feito, e até fazer. Porém, a felicidade que a compaixão pode nos proporcionar, só poderá ser aproveitada se realmente sentirmos compaixão.
É irônico, mas só podemos receber se não esperamos nada em troca.
Porém se lembramos que vivemos em uma sociedade onde tudo tem uma finalidade, uma função, e a felicidade é item de consumo, ah! Daí tudo isso faz muito sentido.
Infelizmente não encontrei o documentário online, mas você pode assistir esse pequeno vídeo no qual o diretor, Roko Belic, fala sobre como a empatia e a compaixão são fundamentais para a felicidade.





1 de fev de 2014

Como conviver com Elinor e Marianne?

O título é só uma brincadeira com os personagens do livro ( tem também o filme) Razão e sensibilidade, de Jane Austen.
Na estória, Elinor representa a razão, sempre rígida, contida, observadora e controlada. E sua irmã, Marianne é a sensibilidade, totalmente emocional, impulsiva, transparente e imatura.
Eu adoro! Mas as duas, em alguns momentos, irritam.
E ainda tem uma irmã mais nova, Margareth, que entendo como a fantasia. Afinal entre a lógica e os sentimentos, ainda existe aquilo que fantasiamos...
No livro, as coisas só começam a dar certo quando elas começam a encontrar um equilíbrio, mas sem perderem suas características.
Mas o que isso tem a ver com restrições alimentares?
Sabemos que só aprendemos aquilo que tem sentido e significado.
Para que uma criança aprenda, é preciso vivenciar, ver acontecer, é preciso envolvê-la no assunto.
Precisamos que a informação chegue até a criança de maneira lógica e clara, mas ao mesmo tempo, e necessário que ela tenha algum significado prático e afetivo, só assim essa informação se transformará em conhecimento.
O processo de explicar uma restrição à criança é esse. Ele não acontece em um único momento, numa conversa de 15 minutos. Vai muito além, o conhecimento sobre a restrição está no dia-a-dia, em situações corriqueiras, como preparar a lancheira ou fazer compras no mercado.  Não só o fazer, mas o como, com qual sentimento se realiza.
Embora a nossa sociedade cultue que ser feliz é  ser perfeito e sem limites. Olha aí, encontramos a fantasia!
A realidade é que todos somos imperfeitos e todos temos restrições, mas ainda assim podemos ser felizes.
E os pais precisam aprender isso, para que as crianças possam se desenvolver com tranquilidade.
Não adianta "saber" com a cabeça, mas não se sentir assim. Elinor e Marianne não podem viver em conflito.
Como eu já escrevi em outro texto, o exemplo arrasta. Só que o exemplo não pode ser mecânico, teatral. Ele tem que ser verdadeiro, sincero e natural.
Arraste seu filho pelo exemplo, mas cuidado para onde o leva.
Você não gosta do pão sem glúten que seu filho come? Que tal procurar junto com ele, outras receitas ou marcas de pães que agradem mais o paladar? Reclamar ou fingir não são boas soluções.
A decisão de toda família acompanhar a criança na sua dieta, deve ser uma decisão racional, porém pautada no que a sua sensibilidade lhe indica.
Somente equilibrando a razão e a sensibilidade poderemos ser pais melhores, e mais conscientes das reais necessidades dos nossos filhos.