29 de set de 2016

E se todos fossem...


E se todos fossem celíacos?
E se todos fossem down?
E se todos fossem negros?
E se todos fossem mulheres?
Será que um mundo sem diferenças seria um mundo melhor?

Eu sou celíaca. E eu não me importo que os outros não sejam celíacos.
Ser diferente não é problema. E não acredito que são as diferenças que fazem do mundo um lugar difícil.
As dificuldades começam quando essas diferenças se tornam limitadores, se tornam motivo de exclusão.
Mas a verdade é que para ser aceito temos que aceitar.
Aceitar que somos todos diferentes, cada um com suas limitações, e aceitar principalmente nossas próprias limitações.
As limitações não nos fazem melhores ou piores, nós continuamos sendo nós mesmos com e apesar delas.
Não comer glúten não me define, eu sou muito mais complexa e interessante do que uma dieta ou que a doença celíaca. 
E esse é um dos pontos mais importantes da educação dos meus filhos: seja você, e respeite quem for o outro.
Não sou apenas celíaca. Sou muitas outras "coisas"...e é o conjunto delas e principalmente a forma como eu convivo com todas elas no dia-a-dia que mostra quem eu sou.  
E essa gente tão diferente de mim é quem me ensina.
A diferença permite troca de experiências, podemos ver o mundo através de outros olhos e perceber coisas que antes não notávamos...
Tenho um amigo que não é celíaco, ninguém da sua família é. Porém sua filha, que na época tinha 9 anos, ao saber de mim e dos meus filhos, passou a ler os rótulos para saber se tinha ou não glúten.
Quando ele me contou isso, achei fantástico!
Isso é a manifestação da empatia..."Eu não sou celíaca, mas vou ver se isso aqui serve para a amiga do meu pai." 
Empatia existe onde existem pessoas diferentes e compaixão.
Então acredito que a pergunta certa seria: E se todos tivessem empatia? 

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