Bolinho sem glúten e vegan

Bolinho de abobrinha, sem glúten, leite e ovos. Receita fácil e que as crianças adoram fazer e comer.

Panqueca

Massa versátil e fácil.

Cuscuz paulista

Uma receita original, sem glúten, sem leite e sem ovo.

Hambúrguer com legumes

Receita ideal para crianças que tem dificuldade de comer legumes.

Pão sem glúten e vegan

Pão sem glúten, leite e ovos. Receita super fácil!

Entender para fazer

Série de publicações que dão dicas de como receber bem alguém com restrições alimentares. Simples e fácil.

Você não tem cara de celíaco.

Mas será que celíaco tem cara?

25 de abr de 2014

Bolo de maçã

Na Páscoa a escola fez uma comemoração, e a professora sugeriu mandar uma colomba pascal sem glúten.
Eu nunca experimentei uma colomba pascal, mas meu marido me disse que é muito parecido com panetone.
Aqui em casa, panetone não faz sucesso. Então o jeito foi pensar em uma alternativa.
E surgiu a ideia do bolo de maçã!
Depois de alguns testes, o resultado foi esse, massa bem macia e perfumada.
Coloquei maçãs por cima do bolo e também pedaços de maçãs misturados na massa.
Tentei deixar o bolo com carinha de colomba pascal, não sei se consegui. Mas ficou bem gostoso.
A receita é simples e fácil. Só o tempo de forno que é um pouco maior que o de costume, porque tem que ser forno baixo para não queimar as maçãs. 
O bolo pode ser servido quente ou gelado, fica ótimo das duas maneiras.
Ah! E quem é vegan não foi esquecido!
Os ovos podem ser substituídos por linhaça, o resultado é o mesmo, porém o bolo cresce um pouco menos.
Ah! E quanto a festa na escola, a professora disse que o bolo foi um sucesso!

Bolo de maçã

Ingredientes

3 ovos ( ou 3 col. de sopa de farinha de linhaça dourada)
1 e 1/2 xíc. de farinha de arroz
3/4 xíc. de açúcar mascavo
3/4 xíc. de leite vegetal ( usei de amêndoas)
1/2 xíc. de resíduo do leite vegetal (opcional)
3/4 xíc. de óleo (usei girassol)
5 maçãs
1 pitada de sal
1 col. sopa de fermento


Modo de fazer

Unte e enfarinhe, com farinha de arroz, a assadeira.
No liquidificador bata todos os ingredientes líquidos.
Acrescente uma maçã descascada e picada, o açúcar, o sal e a linhaça, se optou por fazer a receita sem ovos. Bata até a maçã sumir.
Coloque a farinha e misture bem. Por último adicione o fermento e use o botão de pulsar.
Descasque as maçãs, pique duas maçãs em cubinhos e misture na massa com uma colher.
Despeje a mistura na assadeira.
Descasque e corte duas maçãs em formato de meia lua e distribua por cima da massa na assadeira.
Polvilhe um pouco de açúcar por cima das maçãs.
Asse em forno pré-aquecido, temperatura baixa, por 60 min. ou até o teste do palito ficar ok.

14 de abr de 2014

Doença celíaca no jornal da APCD


Na edição de abril do jornal da APCD, Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, saiu uma matéria sobre doença celíaca e fui uma das entrevistadas.
Fiquei muito agradecida com o resultado do trabalho da jornalista, uma matéria muito informativa e que interessa a muita gente. Parabéns!!
Você pode ler a matéria logo abaixo.


Para saber mais:
Dentistas podem auxiliar no diagnóstico da doença celíaca





13 de abr de 2014

Contaminação cruzada: como empresas irresponsáveis podem afetar a sua saúde



Quando mudei de Belo Horizonte para São Paulo trouxe um estoque de farinha de arroz de um produtor da minha confiança. Porém em janeiro a farinha acabou e tivemos que comprar por aqui mesmo.
Optamos por uma marca de farinha de arroz bem conhecida no mercado.
Em fevereiro, resolvi adiantar um pouco o meu check-up anual, pois não estava me sentindo muito bem.
Nenhum sintoma grave, apenas um cansaço enorme e queda de cabelo.
Neste mesmo período, meus filhos pareciam mais agitados e birrentos, mas eu coloquei isso na conta do minha fadiga, achando que eles pareciam estar mais agitados porque na verdade eu que estava mais cansada.
Meus exames estavam quase todos normais, exceto por uma alteração em um exame, relacionado ao aparelho digestivo e pâncreas.
Como a alteração era muito pequena, a médica me disse que provavelmente não era nada, e talvez estivesse relacionada com a doença celíaca, principalmente porque eu havia reclamado que estava com algumas lesões de DH (dermatite herpetiforme).
Procurei um gastro para tirar a dúvida, ele solicitou uma endoscopia e colonoscopia.
Percebi que a quantidade lesões de DH estava aumentado, e isso confirmava que estava havendo alguma contaminação por glúten.
Vale ressaltar que fui diagnosticada com doença celíaca em 2008, confirmando o diagnóstico com biópsia do intestino. Desde então, faço rigorosamente a dieta sem glúten, e todas as endoscopias  e biópsias que fiz durante todos esses anos, nunca apresentaram alterações. 
Porém na endoscopia desde ano, a biópsia identificou alterações compatíveis com doença celíaca. 
Conversando com algumas pessoas, descobri que a farinha de arroz que comprei aqui em São Paulo estava sob suspeita, pois surgiram outros casos de celíacos que voltaram a apresentar sintomas após um período de consumo.
Parei imediatamente de consumir a farinha, e em duas semanas, vimos melhoras. As lesões da pele que aumentavam dia após dia, começaram a cicatrizar, a dor abdominal passou e comecei a me sentir um pouco melhor.
Meus filhos recuperaram o bom humor e ficaram mais calmos também.
Escrevo este texto três semanas após suspender o uso da farinha de arroz contaminada, e o que posso dizer é que aos poucos estamos voltando a nossa rotina e a nossa normalidade.
Estou contanto tudo isso para mostrar o quanto o descaso de uma empresa pode afetar a vida de uma família.
Além do gasto de tempo e dinheiro com os exames e consultas, ficamos bastante estressados. A recuperação de uma contaminação cruzada nunca é fácil, principalmente quando se fica exposto por um longo período, como nós ficamos.
Embora as empresas saibam do risco de oferecer produtos contaminados por glúten para consumidores celíacos, elas  não se importam, não se sentem responsáveis pela nossa saúde.
Essas empresas se escondem atrás da falta de uma definição de limites da quantidade de glúten permitida nos alimentos. Por isso é tão importante participar de campanhas que defendem rótulos mais claros, como a Põe no Rótulo e a campanha promovida pela FENACELBRA em parceria com a Proteste.
A #PoeNoRotulo pede que os rótulos sejam claros em relação a ingredientes que podem provocar alergias, como leite, ovo, amendoim,etc. Informando inclusive se há presença de traços desses ingredientes.
Já a campanha da FENACELBRA, "Alimentos seguros para os celíacos", propõe que para que um alimento seja considerado isento de glúten, seja respeitado o limite de 10ppm de glúten. Esse limite já existe em outros países, como a Argentina.
Para acompanhar e apoiar a #PoeNoRotulo você pode acessar  Põe no rótulo, lá há uma série de informações importantes a respeito de rotulagem, produtos e cuidados.
Para assinar a petição da FENACELBRA e saber mais sobre a campanha, acesse Alimentos seguros para os celíacos.
Somente nos unindo e nos organizando podemos exigir que os nossos direitos de consumidores sejam respeitados, não podemos continuar a mercê de empresas irresponsáveis.


2 de abr de 2014

2 de abril: tudo azul!

Dia 2 de abril é o dia mundial da conscientização do autismo, e a cor deste dia é azul.
Até ser diagnosticada com doença celíaca, eu não tinha ideia do que é o autismo.
Porém, por conta de um livro maravilhoso, escrito por uma mãe super dedicada e batalhadora, aprendi um pouco sobre o autismo, e aprendi principalmente que os problemas surgem, mas a diferença está em como você se posiciona diante deles, como enfrenta as dificuldades.
O livro é Autismo, esperança pela nutrição, da Claudia Marcelino. Super recomendo esse livro, não só para quem precisa fazer dietas restritivas, mas também para quem quer entender um pouco sobre o assunto.
A partir deste livro, passei a ler mais sobre o assunto, a conhecer famílias de autistas, e percebi o quanto estamos desinformados sobre tudo isso. 
E a falta de informação gera muito preconceito e sofrimento para o autista. 
E eles não são poucos, segundos estatísticas americanas, a incidência é 1 em cada 68 crianças
E não sabemos conviver com eles, não entendemos o que essas famílias precisam, não sabemos nem como é feito o diagnóstico...
Então que o dia de hoje seja para levar a informação para todos, que mais pessoas possam começar hoje a entender um pouco mais sobre o autismo, e entender principalmente que o autista não vive em um outro mundo, ele está aqui, conosco e precisa da nossa atenção, respeito e ajuda
Beijos azuis!!!

Para saber mais:


Cozinha sem glúten e sem leite - Claudia Marcelino


Lagarta vira pupa